Após mais de 1 ano de ausência, o blog volta a ter actividade. Foi uma altura de muitas mudanças a nível profissional e pessoal e a frequência das notícias acabou por diminuir, e finalmente parar.
No entanto, numa altura em que o mercado é agitado por Galaxy S, iPhone 4 e uma série de modelos entre os PDA's e os Netbook que abrem novas possibilidades para a mobilidade empresarial, era impossível não voltar a escrever.
A promessa é a mesma que anteriormente. Uma visão pessoal sobre o tema da mobilidade empresarial, que se espera complementada pelos comentários de todos os resistentes que ainda se lembram que o blog existe!
Serão poucas as empresas que não poderão tirar partido da mobilidade empresarial. Neste blog pretendo colocar alguns temas a discussão de modo a que cada vez mais exista uma consciência do que se faz e do que se posse fazer com dispositivos móveis.
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Fabricante chinesa mostra telemóvel com Windows XP
A empresa chinesa In Technology deu a conhecer, durante a feira Computex, em Taipei, o xpPhone, apresentado como o primeiro telemóvel do mundo com o sistema operativo Windows XP, da Microsoft.
Veja a notícia completa aqui.
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quinta-feira, 26 de março de 2009
E se fosse possível carregar baterias em apenas alguns minutos?
A questão das baterias é uma das mais discutidas no mundo da mobilidade, uma vez que sem elas os vários equipamentos e dispositivos que podemos utilizar não têm grande utilidade. A autonomia dos equipamentos, actualmente, não se compara com os valores de há alguns anos atrás. No entanto, o carregamento das baterias é um processo moroso, que invalida muitas vezes a utilização dos dispositivos.
Mas, e se fosse possível carregar baterias em apenas alguns minutos? Segundo um estudo do MIT, poderá estar para breve o aparecimento deste tipo de baterias.
As baterias mais comuns actualmente são as de iões de lítio. Até hoje, o motivo pelo qual se supunha que estas demoravam demasiado tempo a carregar estava relacionado com uma limitação na velocidade a que os iões de lítio e electrões se moviam no material que compõe a bateria. Gerbrand Ceder, do MIT, e os seus colegas utilizaram uma simulação de computador para mostrar que, se ao invés de utilizarmos o material típico para a construção da bateria, for utilizado uma variante (lithium iron phosphate), a velocidade dos iões e electrões aumenta de forma exponencial. Segundo os testes, uma bateria que demore, actualmente, 6 minutos a ser carregada, poderia levar apenas 20 segundos, utilizando esta nova técnica.
A única desvantagem deste tipo de material é que, para um determinado peso, consegue armazenar menos energia que o material "rival", utilizado actualmente. Ainda assim, seria possível ter baterias deste tipo no mercado daqui a 2-3 anos.
É possível consultar o artigo que serviu de base a este post aqui.
Estas são, sem dúvida, boas notícias. Por muito que, como já disse anteriormente, seja importante o reajustamento de processos e de mentalidades, e a existência de aplicações robustas e adaptadas à realidade dos clientes, sem dispositivos nada funciona. É de extrema importância continuar este tipo de estudos, de forma a garantir que os tempos de carregamento sejam cada vez menores, e a durabilidade das baterias cada vez maior.
Resta-me congratular o MIT pelos resultados obtidos, e aguardar com alguma curiosidade o desfecho deste tema.
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terça-feira, 17 de março de 2009
Inovação "à la Minority Report"
Para quem ainda não viu o filme "Minority Report" com Tom Cruise, talvez o título deste post soe estranho. No entanto, para quem conhece o filme, este post apresentará alguma informação, sem dúvida, familiar.
A inovação é horizontal em termos de mobilidade. Não apenas na vertente empresarial, mas talvez até mais na vertente do mercado de consumo. Exemplo disso é o iPhone, que teve o sucesso que está à vista devido à diferenciação que apresenta ao consumidor, permitindo-lhe realizar algumas tarefas que mais nenhum dispositivo no mercado permite.
Agora imaginem um dispositivo que possa ser utilizado e que vos permita, entre outras coisas:
- "Olhar" para o vosso bilhete de avião e informar que o voo se encontra atrasado, ou que o portão de embarque mudou;
- Apresentar-vos as horas, após "desenharem" um relógio no vosso pulso;
- "Ajudar-vos" nas compras após analisar um determinado produto e validá-lo de acordo com características pré-definidas;
- Mostrar-vos informação sobre livos e filmes, recolhida na Internet, enquanto se encontram numa loja, com o dito objecto na vossas mãos.
Embora possa parecer algo de um futuro distante, a verdade é que não o é. E apesar de não ser ainda um dispositivo fácil de produzir em massa, o protótipo, a concretização da ideia já existe!
Vejam do que falo aqui:
E sintam-se à vontade para comentar como um dispositivo deste tipo poderia mudar o vosso quotidiano!
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sexta-feira, 13 de março de 2009
Qual é verdadeiramente o ROI das soluções de mobilidade?
Quando uma empresa decide considerar uma solução de mobilidade, irá necessitar da ajuda do(s) potencial(ais) fornecedor(es) para perceber qual será a real vantagem de adoptar uma solução deste género. Como acontece em todas as áreas, uma aposta na mobilidade empresarial implica um investimento por parte da empresa, que terá (ou deveria ter) sempre noção do real retorno da solução a implementar. Existem casos, nas TI, em que o cálculo do ROI é relativamente linear. No entanto, a mobilidade empresarial nem sempre se insere nesta categoria.
A adopção de uma solução de mobilidade implica muitas vezes a reengenharia de alguns processos. Essa reengenharia implica, muitas vezes, um "conflito" com alguns paradigmas e lugares comuns, no que respeita à execução das tarefas diárias dos colaboradores. E, por todos estes motivos, é muitas vezes difícil perceber qual será o verdadeiro retorno de uma solução de mobilidade.
Referindo um exemplo: quantas das empresas que consideram adoptar uma solução de automação de força de vendas sabem, em minutos, quanto tempo o vendedor demora a preencher uma ordem de encomenda; e quanto tempo demora alguém, no escritório, a introduzir essa ordem no sistema? Como se pode calcular efectivamente quanto tempo a empresa vai poupar na recolha de uma encomenda se não se tiver acesso a esta informação?
Este é o nosso papel, como consultores e fornecedores de uma solução de mobilidade. Ajudar o cliente a perceber aspectos que poderão não ser tão directos (por estarmos a redesenhar processos) de forma a que exista uma real noção do ROI da solução de mobilidade a implementar. Com o objectivo de auxiliar nesta tarefa, são indicadas em seguida algumas perguntas que poderão ser úteis no cálculo do ROI. Esta lista é baseada na lista indicada em https://knol.google.com/k/kevin-benedict/mobile-software-handheld-pda-business/3tl46qvtusivp/2#What_ROI_Can_I_Expect(3F).
- Quanto tempo demora a recolha de informação pelos colaboradores no terreno? E quanto tempo / combustível é gasto para entregar os dados em papel na sede?
- Quanto tempo é perdido, no escritório, a inserir nos sistemas centrais a informação recolhida pelos técnicos, vendedores, etc? E quantas vezes a informação está incorrecta ou é insuficiente?
- Quanto tempo se perde em alocação de novas tarefas a colaboradores que estejam na rua, quando elas surgem (como por exemplo, uma intervenção de emergência)?
- Quanto tempo / combustível gastam os colaboradores a chegarem à morada correcta dos vários clientes? Existe uma optimização de rota?
- Quanto tempo é gasto na inventariação dos vários itens do cliente?
- Quanto tempo decorre entre a entrega dos bens e a entrega da factura?
- Qual é o nível de serviço prestado ao cliente, tendo em conta os escassos dados temporais disponíveis para os colaboradores da linha da frente (histórico, produtos preferidos, etc)?
- É possível realizar uma auditoria ao sistema, para garantir a máxima eficiência e eficácia?
Estas são apenas algumas das perguntas que podem ser feitas, e apesar de não serem um "Guia Completo - O que levará o seu cliente a comprar uma solução de mobilidade?", contribuem para que seja definido um conjunto de métricas que levarão depois o cliente a chegar, por si próprio, à conclusão de que a forma como está a conduzir o seu negócio é tudo menos eficiente. Ou, no mínimo, a perceber (e você também) que não é rentável investir numa solução de mobilidade. Claro que, se for esta a conclusão, partirá de nós extrapolar para outras possíveis áreas de intervenção nesse cliente, sempre com a melhoria do seu negócio em mente.
Ao complementar as perguntas enumeradas com um conjunto de Silver Bullets espero poder auxiliar na condução do cliente à tão pretendida conclusão:
- Optimização do processo de recolha de informação no terreno (sincronização over-the-air com os sistemas de backend, validação da informação introduzida, etc).
- Redução do tempo / recursos dispendidos na integração da informação nos sistemas centrais.
- Redução do tempo / recursos dispendidos na alocação remota de novas tarefas.
- Optimização de rotas e nos recursos utilizados nas mesmas (combustível, etc).
- Utilização de sistemas de códigos de barras / RFID para facilitar a inventariação de bens no cliente.
- Facturação on-site, reduzindo o tempo necessário para os recebimentos.
- Garantia de melhor serviço ao cliente, mais rápido, mais personalizado e com maior qualidade.
- Gestão e auditoria completa do sistema, garantindo, entre outros aspectos, que as rotas foram cumpridas.
- Automatização de processos.
Na maioria dos casos será relativamente linear começar o cálculo do ROI se nos basearmos em alguns recursos que possamos medir, como o tempo dispendido ou o combustível gasto. Não é uma ciência exacta, mas pode sem dúvida constituir a base de uma trabalho mais elaborado, que mostre realmente ao cliente as vantagens em implementar uma solução de mobilidade.
Não queria terminar este post sem no entanto dizer, e fazendo um elo de ligação com o post anterior, que se a satisfação do cliente não é linear de medir, não deverá no entanto ser descurada. Como já foi referenciado, o factor chave na deserção dos clientes é exactamente o facto de não estarem satisfeitos com o serviço prestado pelo fornecedor actual.
Resta-nos então mostrar aos clientes que, potencialmente:
Reengenharia de Processos
+
Solução de Mobilidade
=
ROI "Mensurável"
+
Aumento Satisfação do Cliente
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domingo, 22 de fevereiro de 2009
Mobilidade Empresarial. E mais.
Hoje em dia existem cada vez mais formas de as empresas optimizarem a forma como fazem negócios. No cenário de crise em que nos encontramos, todas as formas que forem conseguidas para fazer com que a empresa conduza as suas actividades com mais eficácia e eficência, maior desempenho e menor custo são tecnologias interessantes à partida. No entanto, com a actual conjuntura económica, todos os investimentos são mais ainda alvo de escrutínio por parte dos decisores. Mas existe um facto ao qual não é possível fugir: todos os investimentos cujo retorno seja provado são investimentos a ter em conta. E a crise, eventualmente, vai acabar. Resta saber quais serão as empresas que terão a visão de investir correctamente, de forma a emergirem victoriosas, e à frente da concorrência.
Este blog dedica-se a analisar, de uma forma imparcial, as várias tendências e tecnologias em termos de mobilidade empresarial. O interesse dos vários autores é partilhar com os leitores uma visão pessoal, mas de forma nenhuma marcada por interesses corporativos. O objectivo principal é difundir a mobilidade como um possível meio para atingir um fim. E será sem dúvida frequente que surjam outros assuntos, relevantes para os leitores, mas que transmitam uma visão sobre outros temas, como mobilidade para o mercado de consumo, tecnologias emergentes como o RFID, entre outros. Sempre com o mesmo objectivo de munir as empresas de algum conhecimento adicional sobre assuntos que possam contribuir para o melhorar dos seus processos, da sua prestação, assim como da economia e do país.
Este é o nosso contributo para vós. O objectivo deste blog é ser um ponto central de discussão, e por isso mesmo é possível comentar os vários posts. O vosso contributo tornará muito mais rica a discussão.
Até breve!
Sérgio Viana
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