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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Um novo Nexus trazido pelo Gingerbread. Ou será ao contrário?

A Google não é estreante no que respeita à criação de equipamentos móveis. Já o fez anteriormente com o Nexus One, embora este não tenha sido feliz. Existem vários sites onde são apresentadas listas de motivos para o Nexus One ter falhado, mas não me vou alongar muito neste tema. Na altura fruto de uma parceria com a HTC, o dispositivo não vingou e acabou por ser retirado do mercado pouco tempo após o lançamento.


Ainda assim a Google voltou à carga. Foi ontem anunciado o novo Nexus S, já com o novo sistema operativo, o Android 2.3, nome de código Gingerbread. Já havia até modelos de boneco de gengibre no campus da Google, a fazer prever o anúncio oficial para breve, e ontem foi o dia. Desta feita uma parceria com a Samsung, o dispositivo assemelha-se a vários modelos no mercado e acaba por ter até algumas desvantagens face às alternativas. É ainda muito cedo para "julgar" o sucesso do dispositivo mas já há quem o faça.

Neste artigo podemos ver alguns dos pontos menos positivos que foram já apontados. Sinceramente, penso que as mais relevantes são a limitação no que respeita ao suporte 3G e o facto de o Bluetooth 3 não estar presente. O resto acabam por ser boas características de dispositivos actuais, que por não serem factor de inovação não tiram o valor ao novo Nexus.

E claro, a melhor das novidades, o novo Android 2.3. Aparentemente, o mais rápido de todos os Androids, segundo a Google. E com alguns bónus, como um novo teclado e o suporte para NFC. Claro que agora falta os fabricantes disponibilizarem a sua versão. Eu, como proprietário (pelo menos para já) de um HTC Desire, aguardo pela nova versão do SO para testar em primeira mão as novas funcionalidades. Para quem tem modelos como o Galaxy S, o tempo de espera poderá ser um pouco maior, uma vez que para os telemóveis livres, em PT, não há ainda versão oficial do Froyo. Sim, claro que temos sempre hipótese de instalar uma ROM alternativa, mas estou a falar da disponibilização da mesma pela própria marca.

Vamos ver como o mercado aceita este novo dispositivo. Pode nem sequer vir a marcar presença no mercado português, se acontecer o mesmo que aconteceu com o primeiro dispositivo. Vamos ver o que o futuro (e os acordos com as operadoras) reserva.

Termino este post com o vídeo que a Google lançou para promover o par Nexus S + Gingerbread.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

36 milhões de smartphones vendidos no 1º trimestre

No primeiro trimestre deste ano foram vendidos 36,4 milhões de smartphones. Os números da Gartner mostram que a Nokia continua a liderar este mercado, com uma quota de 41,2 por cento, seguida da RIM com 19,9 por cento. A Apple já ocupa o terceiro lugar de vendas, à frente da HTC, com 10,8 por cento do mercado.

Veja a notícia completa aqui.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Oracle não estava interessada no negócio de hardware da Sun

Contrariamente ao que muita gente pensaria, incluindo eu, a compra da Sun pela Oracle não visava a consolidação de uma oferta end-to-end, em termos de soluções. Aparentemente, o interessa da Oracle estava na oferta de Software da Sun aliás, apenas em parte desta.

Veja a notícia completa aqui.

quinta-feira, 26 de março de 2009

E se fosse possível carregar baterias em apenas alguns minutos?

A questão das baterias é uma das mais discutidas no mundo da mobilidade, uma vez que sem elas os vários equipamentos e dispositivos que podemos utilizar não têm grande utilidade. A autonomia dos equipamentos, actualmente, não se compara com os valores de há alguns anos atrás. No entanto, o carregamento das baterias é um processo moroso, que invalida muitas vezes a utilização dos dispositivos.

Mas, e se fosse possível carregar baterias em apenas alguns minutos? Segundo um estudo do MIT, poderá estar para breve o aparecimento deste tipo de baterias.

As baterias mais comuns actualmente são as de iões de lítio. Até hoje, o motivo pelo qual se supunha que estas demoravam demasiado tempo a carregar estava relacionado com uma limitação na velocidade a que os iões de lítio e electrões se moviam no material que compõe a bateria. Gerbrand Ceder, do MIT, e os seus colegas utilizaram uma simulação de computador para mostrar que, se ao invés de utilizarmos o material típico para a construção da bateria, for utilizado uma variante (lithium iron phosphate), a velocidade dos iões e electrões aumenta de forma exponencial. Segundo os testes, uma bateria que demore, actualmente, 6 minutos a ser carregada, poderia levar apenas 20 segundos, utilizando esta nova técnica.

A única desvantagem deste tipo de material é que, para um determinado peso, consegue armazenar menos energia que o material "rival", utilizado actualmente. Ainda assim, seria possível ter baterias deste tipo no mercado daqui a 2-3 anos.

É possível consultar o artigo que serviu de base a este post aqui.

Estas são, sem dúvida, boas notícias. Por muito que, como já disse anteriormente, seja importante o reajustamento de processos e de mentalidades, e a existência de aplicações robustas e adaptadas à realidade dos clientes, sem dispositivos nada funciona. É de extrema importância continuar este tipo de estudos, de forma a garantir que os tempos de carregamento sejam cada vez menores, e a durabilidade das baterias cada vez maior. 

Resta-me congratular o MIT pelos resultados obtidos, e aguardar com alguma curiosidade o desfecho deste tema.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Afinal, quem lidera o crescimento no mercado de Smartphones?

À boa maneira americana, "and the winner is...":



1º - Nokia - 44%
2º - RIM - 17%
3º - Apple - 8%
4º - HTC - 4%
(...)

Estes são os lugares de topo da lista de quem mais vendeu no ano de 2009, segundo um estudo efectuado pela Gartner. Realçando apenas alguns pontos:
- A Nokia manteve o primeiro lugar, apesar de um crescimento de apenas 0,8% nas vendas, relativamente ao ano anterior.
- A RIM aumentou em quase 100% as vendas dos seus dispositivos.
- A Apple, muito graças ao iPhone 3G, aumentou em 245% as vendas.

Como podemos perceber, a Apple conseguiu em pouquíssimo tempo colocar-se nos lugares de topo com o iPhone, estando neste momento com o dobro da quota da HTC. Podemos concordar mais ou menos com as políticas aplicadas pela empresa, mas "há que lhes tirar o chapéu". A crise parece realmente não afectar a venda de Smartphones, e mesmo o pouco crescimento da Nokia penso dever-se mais ao que os seus dispositivos não oferecem (face a um iPhone, por exemplo), do que propriamente à actual conjuntura económica.

É impossível fazer futurologia. O actual cenário económico mostra que previsões não servem, na prática, de muito. Mas há definitivamente gostava de poder olhar a lista do ano que vem e perceber se a Palm vai aparecer e em que posição. Já conseguiram surpreender no dispositivo? Conseguirão também fazê-lo nos resultados?

Para o ano teremos a resposta... Até lá, fica uma imagem (épica) de um dos dispositivos que promete dar que falar este ano.


terça-feira, 17 de março de 2009

Inovação "à la Minority Report"

Para quem ainda não viu o filme "Minority Report" com Tom Cruise, talvez o título deste post soe estranho. No entanto, para quem conhece o filme, este post apresentará alguma informação, sem dúvida, familiar.

A inovação é horizontal em termos de mobilidade. Não apenas na vertente empresarial, mas talvez até mais na vertente do mercado de consumo. Exemplo disso é o iPhone, que teve o sucesso que está à vista devido à diferenciação que apresenta ao consumidor, permitindo-lhe realizar algumas tarefas que mais nenhum dispositivo no mercado permite.

Agora imaginem um dispositivo que possa ser utilizado e que vos permita, entre outras coisas:
  • "Olhar" para o vosso bilhete de avião e informar que o voo se encontra atrasado, ou que o portão de embarque mudou;
  • Apresentar-vos as horas, após "desenharem" um relógio no vosso pulso;
  • "Ajudar-vos" nas compras após analisar um determinado produto e validá-lo de acordo com características pré-definidas;
  • Mostrar-vos informação sobre livos e filmes, recolhida na Internet, enquanto se encontram numa loja, com o dito objecto na vossas mãos.
Embora possa parecer algo de um futuro distante, a verdade é que não o é. E apesar de não ser ainda um dispositivo fácil de produzir em massa, o protótipo, a concretização da ideia já existe!

Vejam do que falo aqui:



E sintam-se à vontade para comentar como um dispositivo deste tipo poderia mudar o vosso quotidiano!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Mobilidade Empresarial. E mais.

Hoje em dia existem cada vez mais formas de as empresas optimizarem a forma como fazem negócios. No cenário de crise em que nos encontramos, todas as formas que forem conseguidas para fazer com que a empresa conduza as suas actividades com mais eficácia e eficência, maior desempenho e menor custo são tecnologias interessantes à partida. No entanto, com a actual conjuntura económica, todos os investimentos são mais ainda alvo de escrutínio por parte dos decisores. Mas existe um facto ao qual não é possível fugir: todos os investimentos cujo retorno seja provado são investimentos a ter em conta. E a crise, eventualmente, vai acabar. Resta saber quais serão as empresas que terão a visão de investir correctamente, de forma a emergirem victoriosas, e à frente da concorrência. 

Este blog dedica-se a analisar, de uma forma imparcial, as várias tendências e tecnologias em termos de mobilidade empresarial. O interesse dos vários autores é partilhar com os leitores uma visão pessoal, mas de forma nenhuma marcada por interesses corporativos. O objectivo principal é difundir a mobilidade como um possível meio para atingir um fim. E será sem dúvida frequente que surjam outros assuntos, relevantes para os leitores, mas que transmitam uma visão sobre outros temas, como mobilidade para o mercado de consumo, tecnologias emergentes como o RFID, entre outros. Sempre com o mesmo objectivo de munir as empresas de algum conhecimento adicional sobre assuntos que possam contribuir para o melhorar dos seus processos, da sua prestação, assim como da economia e do país.

Este é o nosso contributo para vós. O objectivo deste blog é ser um ponto central de discussão, e por isso mesmo é possível comentar os vários posts. O vosso contributo tornará muito mais rica a discussão.

Até breve!

Sérgio Viana